Ontem acordei com as dores de uma
velha árvores no outono;levantei-me e senti que o corpo não era mais do que um tronco suspenso,
e a folhagem caída deixou o vazio e a solidão nos ramos despidos.
Fugiram os pássaros, cessaram seu canto de mansidão
e os meus braços concâvos de espera
são apenas o refúgio de grossas gotas de chuva!
Sou assim… feita desse vento que
não se deixa ver, nem apanhar
desse nada empedernido que preenche vazios.
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