sexta-feira, 31 de agosto de 2012

SEM AVISO...

porque foi das coisas mais sensíveis e extraordinárias que li nos últimos tempo... compartilho palavras que não são minhas, mas que as sinto! Obg Clemente António Pereira!
 
SEM AVISO…  
Não te quis dizer adeus. Nunca quis que isto fosse uma despedida! Sempre desejei que fosse "um até breve"!...
Mas, partiste. Sem aviso, vi-te partir, sem nada poder fazer. Sei apenas que resolveste decidir assim, numa atitude fugaz, não sei como viver sem ti.

Apenas me deixaste como herança a virtude de um amor, a semente que cresce e se desenvolve, como uma ...
fonte de vida, brilhante, sensível e inteligente. O nosso amor não morreu, porque continua vivo a cada dia que passa, mesmo sem ti por perto!

Procurei em ti a paz e depois deixaste-me nas estradas da dúvida, de todas as incertezas. Partiste sem aviso, a meio da noite deserta e silenciosa. Deixaste tudo para trás sem explicação. Sem palavras, continuo!...

Talvez, já não saiba o que fazer, nem como ser igual ao que já fomos os dois. A madrugada deixa-me vazia de ti, de nós, sem saber porquê? Sinto apenas a nostalgia deste lugar solitário, onde tu já não estás!...

A cada passo que dou sinto que me observas, em cada movimento, sinto o teu olhar sobre mim, em cada gesto que faço, sinto o teu pensamento em busca de mim!... A cada momento da minha vida sinto-te como se fosses o meu Anjo da Guarda, sinto a tua protecção descomprometida, sinto o teu amor intenso, e o teu leve beijo trazido pelo vento.

A cada brisa que sopra, sinto o perfume da tua pele, o cheiro que me delicia a alma e acalma o espírito inquieto, pelo desejo de te ter aqui para sempre!

Vivo na ânsia de aproveitar todos os momentos, que me escaparam no passado. Como se quisesse recuperar o tempo perdido em que o mundo nos afastou um do outro!... Sei que sempre vivemos no limite, na pressa louca de nos reencontrarmos, sobrevivendo ao amor proibido que nos roubaram e impuseram.

Sinto-me exausto, de tanta luta, apenas pelo pecado de te ter amado assim tanto. Continuo a correr na tua direcção para te libertar e fugirmos dessa sociedade de estranhas intrigas que nos aprisionaram no tempo que não nos deixaram viver!...

Quantas vezes não me refúgio no silêncio em busca de mim. Deixo-me seduzir pela noite envolto na imensidão do vazio, apenas iluminado pela eterna presença da Lua Prateada, que escuta cada um dos meus segredos sussurrados sem destino certo!...

São pensamentos soltos que me libertam do que me foi recusado, do amor aprisionado que sinto e quero libertar das profundezas do meu ser insatisfeito, pela tua ausência de mim!...
 
CLEMENTE ANTÓNIO PEREIRA

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

IDADES

Estou perto dos 40... mas a vida, independentemente da idade, acarreta crises, devaneios, alegrias! Faz parte do nosso dia-a-dia!
Aos 40, aos 50 podemos estar tão vivas como com 30! Tudo depende do nosso espírito.
 
O corpo envelhece é verdade mas a alma não, esta apenas se compadece dos fortes sentimentos temperados de lágrimas e sorrisos que nos acompanham ao longo dos tempos!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

SEM TI...

Vou vogando sem rumo e a angústia persegue-me para onde quer que vá.
Não sei como ainda tenho tanto choro em mim!
As lágrimas em rio, formam uma cascata abundante.
Soluço, tremo e estou cansada mas o corpo não quer descansar e nas muitas noites mal dormidas
o meu pensamento vai apenas numa direcção...
Não posso fechar os olhos, não me permito tirar-te do pensamento. Vivo em função de um sonho,
de alguém que se quer tanto e que nunca está lá!
Sei que caminho sozinha, ao meu lado não vejo ninguém. Olho para trás e vejo-te de costas voltadas.
Esta ausência de ti é o mais penoso, mas se te deixei ficar foi porque tu próprio não me quiseste acompanhar!
Sem ti, perco-me entre a escuridão, desespero-me neste silêncio ensurdecedor!
Faltam-me as tuas palavras, as tuas frases, a tua voz...
Sinto-me vazia... despojada...
Sou um nada no meio de tudo!
E sei que se partir, ninguém me vai buscar!

«Do que sinto mais falta?! da grande cumplicidade que nos unia, de falar abertamente sobre tudo...
e tu, fechaste-te para mim!»