segunda-feira, 31 de agosto de 2015

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Depois de um dia de trabalho, indo pela estrada que já conheço de cor, dá-me para virar e encosto a uma berma.
Agora estou aqui, tão de fente para o mar, mas abafa-me o burburinho daqueles que passam para mais uma diversão de sábado à noite. A maré está vazia, chega-me o odor a maresia, irrita-me o desassossego.
Faz-me falta a tranquilidade do campo, o silêncio apenas preenchido pelo som das cigarras, o cheiro dos pinheiros da serra, o cintilar mágico das 1000 estrelas que nos espreitam.
Apetecia-me estar lá... deitada numa esteira, acolhida pelo chão de terra quente, num aconchego confortável que nos deixa adormecer sob o vigiar atento de uma lua cheia.
Por agora ligo o carro e sigo caminho... vou para onde moro, para onde mais havia de ir?!