segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Qs. PATERNAIS...

A Paternidade devia andar paralela ao desempenho materno... Na realidade sempre ficou um tanto aquém. Mas mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!


Se há uns anos atrás as mulheres ficavam felizes pelos maridos levarem as criancinhas a passear no dia de domingo (isto segundo a revista "Crónica Feminina" - em 1966) hoje em dia qualquer mulher se passaria se o homem só fizesse tal proeza... Ora bem... qual de nós, mulheres, mães, amigas e amantes não trabalham fora de casa? pois bem... só mesmo por questões de infortúnios variados - que passam pela doença ou desemprego - é que muitas mulheres da minha geração não estarão activas profissionalmente! Portanto é muito importante um desempenho PATERNO activo e presente!
Se a mãe leva à escola o pai deve ir buscar, se a mãe faz o jantar o pai deve dar o banho, se... se.... se.....
Com a emancipação das mulheres, as funções de um pai também alteraram... Já não existe o chefe de família ou a personagem do "sustento" / "ganha pão"...  A mulher detém um papel altamente determinante na economia familiar e não me parece justo que para além do horário normal de trabalho, ainda fique escravizada às tarefas domésticas e maternas! Portanto mulheres, reivindiquem direitos, não esquecendo os deveres e ensinem aos progenitores das Vs. criancinhas que existe uma vida doméstica para lá do sofá e do comando da televisão!!!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

As noites em claro, perdida em pensamentos...

Quando às vezes se instala o silêncio nem sempre é sinónimo de paz.... o silêncio pode ser constrangedor e ser o resultado de uma "paz podre"... Quero lembrar, talvez e a cima de tudo relembrar-me, que das mágoas presentes, resultou alguma indiferença um preferir ignorar e ser ignorado para não possibilitar a abertura de mais feridas... Para não se dizer o que não se deve é melhor ficar calado, para não se sentir o que não se quer, há que ficar afastado, para não suscitar mais quezílias então não vou estar...
Queria deitar-me e adormecer, sem acordar mil e uma vezes durante a noite, ou perder o sono pelas muitas insónias, pelos demais pesadelos!
Ainda não conquistei a minha paz, ainda não sou condigna da tranquilidade de espírito e de alma...  Falta-me o equilíbrio de algumas coisas, mas acima de tudo é no silêncio da noite, enquanto permaneço acordada que sinto o coração ferido como que trespassado por lanças, que remoo estes sentimentos negativos, tão repletos de fúrias... E vou acumulando, sem conseguir verter quaisquer lágrimas, mas que ao mesmo tempo, durante o dia não me deixam sorrir.

Embalada pelo murmúrio da noite, envolvo-me entre mim e sei que estou sozinha!

domingo, 28 de março de 2010

A palavra é de prata, o silêncio é de ouro

PALAVRAS... Leva-as o vento. Fica a voz do silêncio como numa noite sossegada, tranquila... Perco-me nas letras desafinadas das páginas soltas de um livro e aguardo calada ao desafio que cada frase transcreve... mas de repente parece-me ouvir uma voz suave e longínqua. Alguém que não é ninguém, apenas um anjo disfarçado,  usa os lábios para murmurar algo... uma frase que me chega de forma casual mas com a força de um milagre! Depois desse segredo revelado, transformo-me... e como na melancolia de um sonho, a minha vida segue um novo caminho...

sábado, 30 de janeiro de 2010

... Trilhos ...

Eu gosto de desafios na minha vida, independentemente de nos trazerem vitórias ou derrotas... Crescemos sempre com os nossos próprios avanços ou recuos, com as marcas que estes combates nos deixam, tal como cicatrizes, que não nos permitem esquecer. São momentos que jamais aconteceriam se não ousassemos para além dos nossos limites.
Os caminhos não duram para sempre e quer sejamos nós a traçá-los, a desbravá-los, é uma benção percorre-los durante algum tempo, mas há um dia em que termina... tem de terminar! Mas nem por isso significa que estejamos prontos para nos despedirmos, para dizermos adeus ou fechar a porta a este capitulo! Enveredamos, então, por um novo trilho. Quanto ao que ficou para trás, enquanto não conseguirmos dar por encerrado fica apenas adiado... até a um desfecho definitivo... (previsto?!)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A VIDA DÓI...

Não é esta a 1ª  vez que sonho com a minha morte, mas devo confessar que os sonhos parecem tão reais ao ponto de sentir a brisa, os cheiros e parecer que tudo se entranha na minha pele... na minha alma... Acordo cheia de lágrimas... Mas a  verdade revela-se através duma simbologia mística como é a carta de tarot com o nº 13, representada pela morte, e que na maioria das vezes não anuncia tal fatalidade mas sim apenas mudança. E é isso mesmo, os meus sonhos fazem anunciar que este ano de 2010, que deu entrada à tão pouco tempo, me trará uma "Vida Nova". De facto, avizinham-se inumeras mudanças, e não apenas de carater profissional, como pessoal!
Hoje não me sinto em paz comigo mesma... lá está, mais uma vez extravaso neste blog as minhas vivências stressantes que quase me deixam sem tino.... e deixam-me mesmo, até porque a vida dói!
Esta transferência de emprego está mesmo a mexer comigo, a complicar com o meu sistema emocional. Se por um lado mantenho um emprego há 6 anos, acho que está na altura de partir - aliás até já o deveria ter feito. A questão que me coloco é se ainda assim o deveria mesmo fazer.... Estou enraizada ou estou acomodada?! Nunca fui acomodada, isso posso garantir! A mudança não me assusta e de forma alguma me mete medo, mas estou quase entranhada, qual árvore antiga, nas funções que desempenho num "negócio" de cariz social que acaba por ser familiar. Agora não à volta a dar... A saída está para breve, daqui a poucos dias. E já aprendi, sempre à minha custa, que nunca se deve trabalhar nem com amigos, nem com familiares! Aliás hoje em dia, com ideias tão dispares, numa relação familiar já por si tão controversa e com bases tão frágeis, que conseguimos despoltar uma situação que nos conduziu à rotura total, provocando mais mágoas, tornando-as intensamente profundas! Situações destas serão irreversíveis? ou vamos mais uma vez na conversa de que o tempo tudo cura? De forma a evitarmos algum acto shakespiriano é realmente melhor dar tempo ao tempo... As tragédias são boas de ler, péssimas de se viver - até porque na vida real, as tragédias nunca têem o final romântico de uma dessas histórias de ficção. Aqui, ninguém se perdoa - o orgulho fala mais alto! E vergar é para os fracos! Sou daquelas que até dou a mão à palmatória quando sei que não tenho razão, mas estes últimos tempos já fui demasiado benevolente, submissa até... já me aniquilei, inclusivé - já não posso matar mais a minha personalidade! Ser desrespeitada e ser despojada de amor paterno parece-me um exagero e uma atitude primária de quem se acha dono da razão. Agora, estou em busca de amor próprio e de alguma auto-estima. Tenho quase 35 anos, 2 filhos e despesas! é o que tenho!  Quero mais, obviamente! e não estou à espera que nada me caia do céu, fui eu própria que procurei fazer algo por mim. Até porque há um ditado que diz "quem está mal que se mude"... e foi o que fiz! estando mal, sentindo-me pessimamente por onde estava, com quem estava, decidi que tinha que mudar e com contrapeso e medida, na hora certa, apareceu-me uma oportunidade! Se Deus fecha uma porta, abre uma janela! Sei que tenho um Anjo que me proteje, que anda por aí - e eu sei quem é!
Bem haja àqueles que nos respeitam e acarinham por quem somos, não nos questionando, não nos deixando embaraçados e que apesar de tudo acreditam em nós!
Que a vida nos faça sorrir a todos nós um bocadinho mais!