quarta-feira, 12 de maio de 2010

As noites em claro, perdida em pensamentos...

Quando às vezes se instala o silêncio nem sempre é sinónimo de paz.... o silêncio pode ser constrangedor e ser o resultado de uma "paz podre"... Quero lembrar, talvez e a cima de tudo relembrar-me, que das mágoas presentes, resultou alguma indiferença um preferir ignorar e ser ignorado para não possibilitar a abertura de mais feridas... Para não se dizer o que não se deve é melhor ficar calado, para não se sentir o que não se quer, há que ficar afastado, para não suscitar mais quezílias então não vou estar...
Queria deitar-me e adormecer, sem acordar mil e uma vezes durante a noite, ou perder o sono pelas muitas insónias, pelos demais pesadelos!
Ainda não conquistei a minha paz, ainda não sou condigna da tranquilidade de espírito e de alma...  Falta-me o equilíbrio de algumas coisas, mas acima de tudo é no silêncio da noite, enquanto permaneço acordada que sinto o coração ferido como que trespassado por lanças, que remoo estes sentimentos negativos, tão repletos de fúrias... E vou acumulando, sem conseguir verter quaisquer lágrimas, mas que ao mesmo tempo, durante o dia não me deixam sorrir.

Embalada pelo murmúrio da noite, envolvo-me entre mim e sei que estou sozinha!