quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

SOneTo de Um diA TrisTe

Descalço-me... os sapatos ficam caídos
e os meus pés, deixo-os despidos.
A casa está escura e triste
Faço do degrau um banco que não existe.

O dia de chuva, cansativo
Fez-me perder esse ar altivo.
Sentada, alheia ao gato que mia
sofro, neste silêncio que agonia.

Quero ficar absorta nos pensamentos
Rever as tristezas e contentamentos
Deste longo dia que passou
mas que ainda não terminou.

Sou apenas uma sombra de quando fui alguém
Esquecida, escondida... quem me procurou?
Foram-se todos, não ficou nada, ninguém!

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

 A maior prenda que podes dar aos outros é o exemplo da tua própria vida.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Teatrinho à moda antiga

Mas que linda bonequinha e que bem vestida está! Dá licença, pois não dá que ela brinque com a minha?

Com essa mona? Isso sim, mas também é bonitita mas tem vestidos de chita e a minha de seda e cetim

E quem os fez, quem os coseu?

Mas que disparate, foi um qualquer alfaiate!

Pois os da minha fui eu! Não há dinheiro que valha o afã de quem trabalha com alma e coração!

Nesse caso aqui a tem, vão brincar!


Muito obrigada, a minha sozinha também brinca muito bem!
 

Texto à moda antiga

Comeste tudo irmãozinho, o pão-de-ló de uma vez?!

Tenho aí ainda um bocadinho, quase metade talvez…

Eu desejava…Queria um bocadinho, não me dás?

Tu tiveste uma fatia, e contente não estás?

Sim, tu provaste, mas eu nem sei que gosto tem

Ah… de sabido guardaste-o, mas prova o teu também!

Não, à porta da escola, um menino… tu não vês?

Ah já sei! Jogaste à bola e perdeste a aposta talvez

Não, pediu-me um triste que tinha fome e eu tive dó.

Muito bem, não resististe e deste-lhe o pão de ló! Quero abraçar-te meu irmão, devemos ser generosos e ter bom coração!