quarta-feira, 28 de agosto de 2013

OUTONO em mim


Ontem acordei com as dores de uma velha árvores no outono;
levantei-me e senti que o corpo não era mais do que um tronco suspenso,
e a folhagem caída deixou o vazio e a solidão nos ramos despidos.


 
Fugiram os pássaros, cessaram seu canto de mansidão
e os meus braços concâvos de espera
são apenas o refúgio de grossas gotas de chuva!
Sou assim…  feita desse vento que não se deixa ver, nem apanhar
desse nada empedernido que preenche vazios.
côncavos de espera,
impacientes de ternura.
Quero o bracejar dos pássaros,
ser refúgio dos ventos que me procuram,
tornar-me na folhagem que te abriga,
ser o ninho na tua noite, aberto
com a inquietação e a serenidade
dos rumores das aves mais tardias.
Não, desta vez não vou ...