O fim do dia trouxe consigo uma tranquilidade estranha... à beira mar, não se sentia o burburinho usual da água, não corria uma aragem e nem havia a multidão de gente habitual a passear no paredão. Percorremos os trilhos, já tantas vezes calcorreados e, de mão dada, fomos andando e conversando sobre trivialidades! Com as perguntas inocentes típicas de uma infância curiosa, os pensamentos foram viajando... ficamos perdidas com o olhar no horizonte, os pés a pisarem a areia e a experimentarem a frescura do oceano. Deu tempo, para apanhar conchas, escavar um buraco e sentirmos o silêncio confortável que se foi instalando. Num abraço apertado, com a noite a cair lá ao fundo, sobre o Bugio, voltamos à realidade de um final de domingo....
a MATERNIDADE, as DESPESAS, entre outras tantas coisas do DIA-A-DIA, provocam-nos stress alterando o nosso estado de espírito... é a minha maneira de desabafar os devaneios do quotidiano
sábado, 26 de setembro de 2015
O fim do dia trouxe consigo uma tranquilidade estranha... à beira mar, não se sentia o burburinho usual da água, não corria uma aragem e nem havia a multidão de gente habitual a passear no paredão. Percorremos os trilhos, já tantas vezes calcorreados e, de mão dada, fomos andando e conversando sobre trivialidades! Com as perguntas inocentes típicas de uma infância curiosa, os pensamentos foram viajando... ficamos perdidas com o olhar no horizonte, os pés a pisarem a areia e a experimentarem a frescura do oceano. Deu tempo, para apanhar conchas, escavar um buraco e sentirmos o silêncio confortável que se foi instalando. Num abraço apertado, com a noite a cair lá ao fundo, sobre o Bugio, voltamos à realidade de um final de domingo....
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
...
Depois de um dia de trabalho, indo pela estrada que já conheço de cor, dá-me para virar e encosto a uma berma.
Agora estou aqui, tão de fente para o mar, mas abafa-me o burburinho daqueles que passam para mais uma diversão de sábado à noite. A maré está vazia, chega-me o odor a maresia, irrita-me o desassossego.
Faz-me falta a tranquilidade do campo, o silêncio apenas preenchido pelo som das cigarras, o cheiro dos pinheiros da serra, o cintilar mágico das 1000 estrelas que nos espreitam.
Apetecia-me estar lá... deitada numa esteira, acolhida pelo chão de terra quente, num aconchego confortável que nos deixa adormecer sob o vigiar atento de uma lua cheia.
Por agora ligo o carro e sigo caminho... vou para onde moro, para onde mais havia de ir?!
Agora estou aqui, tão de fente para o mar, mas abafa-me o burburinho daqueles que passam para mais uma diversão de sábado à noite. A maré está vazia, chega-me o odor a maresia, irrita-me o desassossego.
Faz-me falta a tranquilidade do campo, o silêncio apenas preenchido pelo som das cigarras, o cheiro dos pinheiros da serra, o cintilar mágico das 1000 estrelas que nos espreitam.
Apetecia-me estar lá... deitada numa esteira, acolhida pelo chão de terra quente, num aconchego confortável que nos deixa adormecer sob o vigiar atento de uma lua cheia.
Por agora ligo o carro e sigo caminho... vou para onde moro, para onde mais havia de ir?!
domingo, 3 de maio de 2015
AnjOs
No dia a dia há coisas que nos fazem sorrir, outras que nos levam às lágrimas... no meio da alegria, da tristeza, na saúde ou na doença, acredito que connosco, e em nós há uma presença celestial permanente! Sim... acredito que todos temos um Anjo da Guarda que nos protege de noite e de dia...
Eu tenho um anjo com umas asas gigantes que me abraça nos momentos de desespero, que me envolve em situações de perigo e que mantém as asas abertas, quando contempla o meu completo contentamento - só possível quando eu própria me sinto inebriada pelo som das gargalhadas dos meus filhos.
O meu anjo tem um nome, tem um rosto que me é tão próximo... sinto a sua presença em tantos momentos! Aparece-me nos sonhos, acerca-me com o seu odor familiar, sinto laivos de uma aragem quando passa... Fala-me ao coração, quando estou num silêncio capaz de ouvir essas palavras mudas que apenas se sentem... Enche-me com a sua calma e paciência quando eu estou na minha maior inquietude interior, tenta apaziguar as dores que só ferem o nosso íntimo!
Até hoje, tal como me ensinou a minha bisavó, que dá rosto a esse anjo invisível, continuo a fazer a minha oração nocturna, a pedir protecção, acima de tudo para os meus filhos. Ao meu Anjo, que continua a emanar essa luz radiante que ilumina a minha vida!
"Meu Anjo da Guarda,
minha doce companhia
Guarda a minha alma
de noite e de dia".
Eu tenho um anjo com umas asas gigantes que me abraça nos momentos de desespero, que me envolve em situações de perigo e que mantém as asas abertas, quando contempla o meu completo contentamento - só possível quando eu própria me sinto inebriada pelo som das gargalhadas dos meus filhos.O meu anjo tem um nome, tem um rosto que me é tão próximo... sinto a sua presença em tantos momentos! Aparece-me nos sonhos, acerca-me com o seu odor familiar, sinto laivos de uma aragem quando passa... Fala-me ao coração, quando estou num silêncio capaz de ouvir essas palavras mudas que apenas se sentem... Enche-me com a sua calma e paciência quando eu estou na minha maior inquietude interior, tenta apaziguar as dores que só ferem o nosso íntimo!
Até hoje, tal como me ensinou a minha bisavó, que dá rosto a esse anjo invisível, continuo a fazer a minha oração nocturna, a pedir protecção, acima de tudo para os meus filhos. Ao meu Anjo, que continua a emanar essa luz radiante que ilumina a minha vida!
"Meu Anjo da Guarda,
minha doce companhia
Guarda a minha alma
de noite e de dia".
SINTRA
Conduzi sem rumo e fui ter, onde pertenço... Na serra, o Cheiro a terra, a frescura das ervas macias, as sombras das mil e uma árvores que traçam o caminho que sigo, acompanham-me... Já me conhecem, pelos demais tempos que vou passando por aqui. Revejo as casas de sonho, que comportam anos de historias e das mais diversas vivências... Aqui e acoli os "meus palácios" que albergam tantas memorias felizes e os Jardins luxuriantes do mais belo canto de Portugal. Comigo a voz de Mariza e mais um livro... Estou, sem poder ficar... Mas por enquanto, deixo-me estar embrenhada na natureza, na introspecção dos meus pensamentos e numa paz de espírito que anseio q perdure - só por mais um bocadinho. Ali em baixo, Monserrate iça-se majestosamente, prometo-lhe uma visita em breve... E Também eu fico a sorrir!


SonhOs cOm Asas
Ò sonho das grandes asas, não sejas apenas sonho, liberta-te! Passa por cima das casas, dos campos e dos mares e sê a vida de todas as vidas... Mantém despertos os sentidos e quando penetrares na essência das coisas absorve de tudo um pouco - não sonhes com uma coisa ou outra, sonha com a vida inteira!


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
SOneTo de Um diA TrisTe
Descalço-me... os sapatos ficam caídos
e os meus pés, deixo-os despidos.
A casa está escura e triste
Faço do degrau um banco que não existe.
O dia de chuva, cansativo
Fez-me perder esse ar altivo.
Sentada, alheia ao gato que mia
sofro, neste silêncio que agonia.
Quero ficar absorta nos pensamentos
Rever as tristezas e contentamentos
Deste longo dia que passou
mas que ainda não terminou.
Sou apenas uma sombra de quando fui alguém
Esquecida, escondida... quem me procurou?
Foram-se todos, não ficou nada, ninguém!
e os meus pés, deixo-os despidos.
A casa está escura e triste
Faço do degrau um banco que não existe.
O dia de chuva, cansativo
Fez-me perder esse ar altivo.
Sentada, alheia ao gato que mia
sofro, neste silêncio que agonia.
Quero ficar absorta nos pensamentos
Rever as tristezas e contentamentos
Deste longo dia que passou
mas que ainda não terminou.
Sou apenas uma sombra de quando fui alguém
Esquecida, escondida... quem me procurou?
Foram-se todos, não ficou nada, ninguém!
domingo, 18 de janeiro de 2015
Teatrinho à moda antiga
Mas
que linda bonequinha e que bem vestida está! Dá licença, pois não dá que ela
brinque com a minha?
Com
essa mona? Isso sim, mas também é bonitita mas tem vestidos de chita e a minha
de seda e cetim
E
quem os fez, quem os coseu?
Mas
que disparate, foi um qualquer alfaiate!
Pois
os da minha fui eu! Não há dinheiro que valha o afã de quem trabalha com alma e
coração!
Nesse
caso aqui a tem, vão brincar!
Muito
obrigada, a minha sozinha também brinca muito bem!
Texto à moda antiga
Comeste
tudo irmãozinho, o pão-de-ló de uma vez?!
Tenho
aí ainda um bocadinho, quase metade talvez…
Eu
desejava…Queria um bocadinho, não me dás?
Tu
tiveste uma fatia, e contente não estás?
Sim,
tu provaste, mas eu nem sei que gosto tem
Ah…
de sabido guardaste-o, mas prova o teu também!
Não,
à porta da escola, um menino… tu não vês?
Ah
já sei! Jogaste à bola e perdeste a aposta talvez
Não,
pediu-me um triste que tinha fome e eu tive dó.
Muito
bem, não resististe e deste-lhe o pão de ló! Quero abraçar-te meu irmão,
devemos ser generosos e ter bom coração!
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