quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

... No outro dia estive em casa ...

Agora estou sentada, numa casa solitária, à beira da lareira, a olhar para a serra... há muito tempo que não sentia esta tranquilidade... de manhã, a caminho de Trancoso, avistei um cenário branco e fui invadida por uma certa euforia! Nevou durante a noite e, pela manhã, os telhados das casas, o chão, o cimo das plantas estavam replectos de uma cândida e fofa camada de neve! toquei-lhe, pequei nela e apeteceu-me atirar uma bola contra alguém! na realidade também quis sentir o seu cheiro inodoro e saborea-la! levei-a aos lábios e senti-a derreter na minha boca! Hoje senti-me verdadeiramente em casa, hoje senti-me EU!

Desaparecer...

Às vezes sentimo-nos assim... desnudados, numa quietude mórbida, sem vontade de acordar! O toque do outro é invasor, uma forma de violação.... é a sensação de querermos ser invisiveis!

PalAvrAs mUdAs

As palavras esgueiram-se, tendem a não serem ditas ou sequer pronunciadas!
Ignoram-se as vozes mudas de sentimentos que se calam...
Parecem que usam mordaças que não os deixam falar, nem usam gestos em vez da voz!
Tento decifrar esta lingua incompreensível mas agora percebo que é de uma alma que não existe!