segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A VIDA DÓI...

Não é esta a 1ª  vez que sonho com a minha morte, mas devo confessar que os sonhos parecem tão reais ao ponto de sentir a brisa, os cheiros e parecer que tudo se entranha na minha pele... na minha alma... Acordo cheia de lágrimas... Mas a  verdade revela-se através duma simbologia mística como é a carta de tarot com o nº 13, representada pela morte, e que na maioria das vezes não anuncia tal fatalidade mas sim apenas mudança. E é isso mesmo, os meus sonhos fazem anunciar que este ano de 2010, que deu entrada à tão pouco tempo, me trará uma "Vida Nova". De facto, avizinham-se inumeras mudanças, e não apenas de carater profissional, como pessoal!
Hoje não me sinto em paz comigo mesma... lá está, mais uma vez extravaso neste blog as minhas vivências stressantes que quase me deixam sem tino.... e deixam-me mesmo, até porque a vida dói!
Esta transferência de emprego está mesmo a mexer comigo, a complicar com o meu sistema emocional. Se por um lado mantenho um emprego há 6 anos, acho que está na altura de partir - aliás até já o deveria ter feito. A questão que me coloco é se ainda assim o deveria mesmo fazer.... Estou enraizada ou estou acomodada?! Nunca fui acomodada, isso posso garantir! A mudança não me assusta e de forma alguma me mete medo, mas estou quase entranhada, qual árvore antiga, nas funções que desempenho num "negócio" de cariz social que acaba por ser familiar. Agora não à volta a dar... A saída está para breve, daqui a poucos dias. E já aprendi, sempre à minha custa, que nunca se deve trabalhar nem com amigos, nem com familiares! Aliás hoje em dia, com ideias tão dispares, numa relação familiar já por si tão controversa e com bases tão frágeis, que conseguimos despoltar uma situação que nos conduziu à rotura total, provocando mais mágoas, tornando-as intensamente profundas! Situações destas serão irreversíveis? ou vamos mais uma vez na conversa de que o tempo tudo cura? De forma a evitarmos algum acto shakespiriano é realmente melhor dar tempo ao tempo... As tragédias são boas de ler, péssimas de se viver - até porque na vida real, as tragédias nunca têem o final romântico de uma dessas histórias de ficção. Aqui, ninguém se perdoa - o orgulho fala mais alto! E vergar é para os fracos! Sou daquelas que até dou a mão à palmatória quando sei que não tenho razão, mas estes últimos tempos já fui demasiado benevolente, submissa até... já me aniquilei, inclusivé - já não posso matar mais a minha personalidade! Ser desrespeitada e ser despojada de amor paterno parece-me um exagero e uma atitude primária de quem se acha dono da razão. Agora, estou em busca de amor próprio e de alguma auto-estima. Tenho quase 35 anos, 2 filhos e despesas! é o que tenho!  Quero mais, obviamente! e não estou à espera que nada me caia do céu, fui eu própria que procurei fazer algo por mim. Até porque há um ditado que diz "quem está mal que se mude"... e foi o que fiz! estando mal, sentindo-me pessimamente por onde estava, com quem estava, decidi que tinha que mudar e com contrapeso e medida, na hora certa, apareceu-me uma oportunidade! Se Deus fecha uma porta, abre uma janela! Sei que tenho um Anjo que me proteje, que anda por aí - e eu sei quem é!
Bem haja àqueles que nos respeitam e acarinham por quem somos, não nos questionando, não nos deixando embaraçados e que apesar de tudo acreditam em nós!
Que a vida nos faça sorrir a todos nós um bocadinho mais!

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