domingo, 2 de novembro de 2014

POR UM DIA...


Sou uma estrangeira que o silêncio de paredes brancas e esquecidas perturbou.
Deixa-me entorpecida o menor rumor de um dia duro e enublado — algo penoso.
Fica a minha memória vazia dos passados dias, sufocados em tédio e cal.
Eu então emito palavras que se assemelham a pedras arrastas tão pouco polidas,
capazes de  ferir as almas já magoadas...

Por um dia, é outro não dia, incapaz da candura de outros tempos!

Sem comentários:

Enviar um comentário